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MAIO VERMELHO, MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO AS HEPATITES.


O fígado é um dos principais órgãos do corpo, pois é responsável por diversas funções importantes para o metabolismo, como a sintetização de substâncias essenciais para o sangue, intestino e o sistema linfático. É por isso que o Maio Vermelho foi criado: para alertar a população contra a hepatite, doença muitas vezes silenciosa, que causa inflamação no fígado, mas que pode ser combatida com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Conheça os sinais de cada uma das hepatites A, B e C, e saiba como se prevenir.


Transmissão e sintomas:


Entre os sintomas da hepatite, que podem ou não surgir, estão fadiga, dores musculares e nas articulações, dores abdominais, perda de apetite, náuseas, diarreia, febre baixa, além de urina bem escura, além de fezes, pele e olhos amarelados. Cada tipo é causado por um vírus (existem também os tipos D e E, menos frequentes) ou uma bactéria – fora as hepatites causadas por agentes tóxicos, como pelo consumo intenso de álcool ou medicamentos, e a hepatite autoimune, quando anticorpos atacam o próprio fígado.


Hepatite A:


A transmissão da hepatite A, cuja incidência é maior na região Norte do país, ocorre por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Esse contato com o vírus A (HAV) acontece a partir da matéria fecal de pessoas infectadas, daí a importância do saneamento básico. Por isso, lavar as mãos antes das refeições e higienizar bem os alimentos antes de ingeri-los são métodos básicos, porém muitas vezes esquecidos, de se prevenir contra a hepatite A.


Hepatite B:


Enquanto isso, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível, embora o vírus B (HBV) também possa ser transmitido de outras formas, como durante a gestação ou o parto, compartilhamento de seringas, agulhas, materiais de higiene pessoal, como escova de dentes, lâminas de barbear e alicates de unha, e transfusão de sangue contaminado –  principalmente as que ocorreram antes da década de 1990, quando mecanismos de controle e triagem sorológica ainda não haviam sido estabelecidos.


A forma crônica da doença, mais comum em crianças, ocorre quando o sistema imunológico não consegue combater o vírus, danificando o fígado. O contágio pelo vírus da hepatite D, bem menos frequente, acontece simultaneamente ou após o contágio pelo vírus do tipo B. Como prevenção, ao fazer as unhas e realizar tatuagens ou perfurações, por exemplo, exija materiais descartáveis ou devidamente esterilizados. Durante as relações sexuais, use sempre camisinha.


Hepatite C:


A hepatite C, tem a forma de transmissão semelhante a hepatite B e, assim como as outras, surge muitas vezes sem provocar sintomas específicos ou sinais mais graves. Por isso, muitos portadores não buscam orientação médica e não sabem que possuem a doença. No entanto, ela pode estar relacionada a diabetes tipo 2 e evoluir para quadros mais graves, como insuficiência hepática, cirrose e câncer, antes mesmo do diagnóstico da hepatite C. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que a doença afeta entre 1,5 milhão e 2 milhões de brasileiros.

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