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A INFLUÊNCIA DAS PROTEÍNAS NOS PACIENTES RENAIS CRÔNICOS.


O papel das proteínas e a importância de um aporte proteico adequado na doença renal têm gerado alguma controvérsia. Alguns autores referem que o consumo excessivo de proteínas induz a hiperfiltração renal e, consequentemente, pode desencadear lesão renal e DRC.


Outros referem que, num indivíduo saudável, o aporte excessivo de proteínas típico da dieta ocidental não tem efeitos deletérios na função renal, uma vez que a hiperfiltração glomerular é uma resposta a vários estímulos fisiológicos, sendo assim um mecanismo adaptativo normal. No entanto, estes e muitos outros autores aconselham e apontam os aspetos benéficos da restrição proteica quando a lesão renal já existe, nomeadamente, no atraso da progressão da doença renal.


Fouque e Laville, numa revisão sistemática de 2009, demonstraram que a redução do aporte de proteína em doentes com DRC reduz a ocorrência de falência renal em cerca de 32%, em comparação com a não restrição da proteína concluindo, portanto, que esta terapêutica deve ser incentivada.


O papel protetor da dieta hipoproteica revela-se, entre outros aspetos, na diminuição da pressão intraglomerular e da proteinúria, na atenuação do stresse oxidativo, na normalização dos lípidos séricos, e na diminuição do consumo de oxigénio como consequência da menor excreção de amónia e de fosfatos. É quase intuitivo pensar que se houver menor disponibilidade de proteínas haverá menor formação de produtos resultantes do seu metabolismo e, consequentemente, menor acumulação de produtos azotados.


Como resultado disso, haverá uma atenuação ou mesmo eliminação da sintomatologia urémica. Nem que seja só por esse motivo, a restrição proteica é a base da intervenção nutricional da generalidade dos indivíduos com DRC nos estádios 1 a 4. A restrição proteica deve começar precocemente e logo que a DRC seja diagnosticada. De um modo geral, as recomendações proteicas atuais sugerem 0,6 a 0,8 g de proteína/kg peso/dia para indivíduos com DRC em estádios entre 1 e 4. É importante ter em consideração o peso para o qual estamos a fazer os cálculos. Atualmente, é aceite pela maioria dos autores o uso do peso atual, no caso de doentes normoponderais.


EU DEVO CONTROLAR A QUANTIDADE DE PROTEÍNAS NAS MINHAS REFEIÇÕES?


Depois de ingeridas, as proteínas fornecem ricos nutrientes, mas esse processo deixa um produto final, a já citada uréia. Quando se acumula no corpo, ela provoca uma série de sintomas como náuseas, vômitos e falta de apetite.


Durante a diálise, o excesso de uréia é retirado, mas essa eliminação não é total. Então, para não haver acúmulo, é preciso equilibrar a quantidade de proteínas que se come e a de uréia produzida.


NÃO SERIA MELHOR FICAR SEM COMER PROTEÍNAS, ENTÃO?


Não, a falta de proteína no organismo pode levar a desnutrição e causar complicações, deixando seu organismo mais fraco e com maior risco de infeção.


Como os alimentos ricos em proteína – carne em geral, ovos, leite e substitutos – são fontes do mesmo tipo de nutrientes, é recomendável que você coma apenas um deles por refeição.


CONFIRA ABAIXO OS PRINCIPAIS ALIMENTOS QUE SÃO RICOS EM PROTEÍNAS:


• Tomate seco: 1 copo tem 6 g de proteínas;

• Goiaba: 1 copo de goiaba tem 4 g de proteína;

• Semente de abóbora: 1/2 copo possui 8 g de proteína;

• Grão-de-bico: 1 copo tem 11 g de proteína;

• Amoras: 2 g de proteína por copo;

• Amaranto: 14 g de proteína por 100 g;

• Feijão verde moyashi: 24 g de proteína por 1/2 copo;

• Manteiga de amendoim: 2 colheres de sopa tem 7 g de proteína;

• Queijo Cottage: 14g a cada porção de meia xícara;

• Queijo Suíço: 8g a cada porção;

• Ovos: 6g a cada um ovo de tamanho grande;

• Leite de Vaca: 8g a cada xícara;

• Leite de Soja: 8g a cada xícara;

• Carne Vermelha: 23g a cada 90 gramas de carne;

• Peito de Peru: 24g a cada porção de 90 gramas;

• Peito de Frango (Sem Ossos e Sem Pele): 24g a cada porção de 90 gramas;

• Atum: 25g a cada porção de 90 gramas;

• Tilápia: 21g a cada porção de 90 gramas;

• Salmão-Vermelho: 23g por porção de 90 gramas.

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